segunda-feira, 7 de junho de 2010

MUNDO Egito: bloqueio à Gaza é uma falha e fronteira continuará aberta

Um oficial da segurança do Egito declarou nesta segunda-feira (7) que o bloqueio à Gaza é uma falha e que o país manterá sua fronteira com o território palestino aberta indefinidamente. Ele falou em condição de anonimato por considerar o assunto "sensível".

A decisão de manter a fronteira aberta poderá, no longo prazo, amenizar o bloqueio imposto por Israel há três anos para isolar e punir os governantes palestinos. A medida também restaura o elo com o exterior para alguns dos 1,5 milhões de palestinos em Gaza.

Até agora, o Egito tem permitido que apenas um restrito grupo de palestinos cruze a fronteira, entre eles pacientes médicos, estudantes rumo a universidades estrangeiras e pessoas com residência no exterior. Ao manter o terminal de passageiros na cidade de Rafah aberto continuamente, o país está ajudando a reduzir os atrasos nas licenças necessárias para sair de Gaza.

O Egito abriu a fronteira com a Faixa de Gaza logo após o ataque israelense ao comboio internacional que tentava levar ajuda humanitária na última semana. O país não protestou contra a decisão publicamente, mas autoridades se recusaram a comentar.

Segundo o oficial de segurança, o Egito tem permitido que ajuda humanitária cruze a fronteira, mas não deixará passar grandes carregamentos de carga e material de construção porque o terminal é destinado originalmente à passagem de viajantes.

Egito e Israel fazem bloqueio à Gaza desde que o grupo terrorista Hamas assumiu o controle em 2007. Segundo Israel, a medida é uma ação essencial para fazer com que armas não cheguem aos militantes, que atingiram o sul do país com mísseis e matou centenas em ataques suicidas.

O oficial egípcio disse que, no entanto, o bloqueio falhou em seu objetivo, que incluía a soltura de um soldado israelense preso pelo Hamas desde 2006.

Ele afirmou que Israel deve desenvolver uma nova política para acabar com o sofrimento dos palestinos sob pressão do Hamas e que o Egito tem sido duramente criticado no mundo muçulmano por ajudar a manter o bloqueio.

Para o oficial, é uma “situação constantemente embaraçosa” para o país. Ele culpou Israel por supor que o bloqueio poderia pressionar o Hamas a soltar o soldado capturado, Gilad Schalit, ou a abandonar sua ideologia extremista.

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